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Professor de La Plata avalia aspectos do município

ago 10th, 2007 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Central

O professor da faculdade de Arquitetura e Urbanismo de La Plata, o argentino Eduardo regional-5---OPUR-(1)Crivos, veio a Urussanga para acompanhar o trabalho dos alunos. Crivos disse que todos ficaram encantados como os morros que formam a paisagem da cidade. Em La Plata, área universitária e administrativa de Buenos Aires, a topografia é essencialmente plana.

Para Crivos, o centro histórico do município é muito importante e deve ser preservado. O moderno deve se desenvolver, mas precisa dar espaço à conservação das casas antigas, principalmente as do centro. O professor destacou a beleza da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e da Praça Anita Garibaldi, mas acredita que espaços verdes estão faltando na região central do município.

Na visão do argentino, o bairro Nova Itália tem uma carência muito grande, principalmente, por estar muito afastado do Centro de Urussanga. Para ele, indústrias estabelecidas em zonas residenciais estão mal colocadas e deveriam estar concentradas em parques industriais. Os rios que cortam Urussanga são desvalorizados pela comunidade, o que não deveria acontecer. Algumas construções, principalmente de prédios, na região central agridem a visão e não deveriam ter sido permitidas.

Faltam espaços culturais, de valorização da colonização italiana. Segundo o professor, a vinícola da Família Cadorin, situada ao lado da Matriz, deveria ser transformada em um Museu da Memória do Vinho. Um circuito turístico na zona central de Urussanga, como cinema, recuperação das vinícolas fechadas, bons hotéis e restaurantes italianos e um portal de entrada, de acordo com o argentino, são fundamentais para o desenvolvimento turístico que o município tenta implantar.

Questionado sobre a possibilidade de asfaltar algumas ruas do Centro de Urussanga, Eduardo Crivos foi categórico: “seria um sacrilégio”. Ele acredita que a pavimentação com pedras deveria ser refeita e nunca permitir a cobertura com asfalto. A velocidade com que os motoristas trafegariam é um dos pontos negativos apontados pelo professor. Além disso, o argentino diz que a Praça Anita Garibaldi deveria ser fechada para carros e ser transformada numa espécie de “calçadão”. “O problema é que os brasileiros têm uma cultura muito forte de adoração a carros”, comenta.

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