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OPUR: um olhar externo sobre Urussanga

ago 10th, 2007 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Central

A 1ª Oficina de Planejamento Urbano (Opur), realizada na semana passada em OPURUrussanga, chegou ao fim. Ela serviu como um laboratório de experiências e analisou profundamente o município. O objetivo dos alunos que participaram do projeto foi propor, a partir de levantamento de dados e análises, intervenções para melhorar a qualidade de vida dos moradores. Estudantes da Unesc, UFSC e da Universidade de La Plata na Argentina participaram do encontro e, coordenados pelos professores, elaboraram propostas sobre questões que pouco recebem atenção ou mesmo nunca haviam sido discutidas pela comunidade.

O material elaborado ficou sob os cuidados da Unesc que vai formatá-lo para, posteriormente, apresentar ao Poder Público Municipal. De acordo com o servidor da prefeitura, o arquiteto Newton Bortolotto, que acompanhou a Opur, os alunos trabalharam questões macro como a ocupação da terra, topografia (aclives e áreas inundáveis), questões ambientais e de infra-estrutura. “A cidade tem que crescer. Temos que encontrar soluções inteligentes e não convenientes”, ressalta Bortolotto.

Segundo o servidor, os acadêmicos perceberam o forte potencial que Urussanga tem para se desenvolver. E, ao mesmo tempo, perceberam a grande dificuldade topográfica do município cujo território é cortado por rios e não é formado por áreas planas, como em La Plata, onde tudo é geometricamente calculado. Essas características topográficas influenciam diretamente no desenvolvimento de infra-estrutura em Urussanga, pois torna os custos mais elevados se comparados a regiões formadas por áreas como menos aclives e declives.

Professores e alunos das universidades trabalharam suas propostas tendo em vista a realidade financeira do município. Mudanças radicais na organização da cidade não serão apresentadas, pois implicam custos que a prefeitura não poderia bancar. Temas como novas posturas para ocupação do espaço urbano, preservação de áreas verdes, melhor aproveitamento das margens dos rios, acesso às áreas de proteção ambiental no sentido de proporcionar turismo e lazer, desenvolvimento de praças e parques públicos e conservação do patrimônio histórico que está abandonado foram abordados na Opur.

“Eles teceram críticas com relação à negligência do Poder Público e dos proprietários dos patrimônios históricos”, comenta Bortolotto. Para ele, foi uma pena a comunidade não ter participado mais das oficinas. A visita dos argentinos a Urussanga era uma forma de saber como os estrangeiros vêem o município, o que eles pensam sobre o desenvolvimento da cidade. É um olhar externo sobre temas que são comuns a quem vive aqui, mas que não despertam a atenção para os problemas e as potencialidades, exatamente por fazerem parte do cotidiano. Contudo, segundo o servidor, o resultado final dos trabalhos foi bastante satisfatório.

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