Meio Ambiente
jul 27th, 2007 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Euclides MondardoApós 15 anos, conferência continua na pauta. Em 1992, a cidade do Rio de Janeiro foi palco da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecido como ECO-92, Rio-92 ou Cúpula da Terra. Delegações nacionais de 175 países uniram-se para discutir o futuro do meio ambiente e quais providências tomar em relação à vida na Terra para as futuras gerações. O evento marcou o aniversário de 20 anos da Conferência de Estocolmo, primeiro ato ambientalista.
Os compromissos específicos adotados pela Rio-92 estão no documento oficial chamado Carta da Terra. Nela contém duas convenções, uma sobre Mudança do Clima e outra sobre Biodiversidade, e uma Declaração sobre Florestas. A conferência aprovou, igualmente, documentos de objetivos mais abrangentes e de natureza política: a Declaração do Rio e a Agenda 21.
Ambos defendem o conceito fundamental de desenvolvimento sustentável, que combina as aspirações compartilhadas por todos os países ao progresso econômico e material com a necessidade de uma consciência ecológica. Além disso, por introduzir o objetivo global de paz e de desenvolvimento social duradouros, a Rio-92 foi uma resposta tardia às gerações dos países do Hemisfério Sul feitas desde a reunião de Estocolmo. Dos 175 países signatários da Agenda 21, 168 confirmaram sua posição de respeitar a Convenção sobre Biodiversidade.
Desde o evento realizado na cidade maravilhosa, as relações entre países ricos e pobres têm sido conduzidas por um conjunto de princípios, como os de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas entre os países”, de “o poluidor paga” e de “padrões sustentáveis de produção e consumo”. Além disso, com a adoção da Agenda 21, a conferência estabeleceu objetivos concretos de sustentabilidade em diversas áreas, orientando para a necessidade de buscar recursos financeiros novos e adicionais para a complementação do desenvolvimento sustentável no mundo.
A Rio-92 foi audaciosa ao permitir a participação de organizações não-governamentais, que passaram a desempenhar um papel fiscalizador e a pressionar os governos para o cumprimento da Agenda 21.

