Sem consenso
jun 21st, 2007 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Editorial“Plenário para quê? Ninguém mais vem à Câmara”, brincou um dos vereadores urussanguenses, nesta semana, com relação ao aumento do plenário na nova sede do legislativo. Essa seria uma verdade triste? Sim e não. Sim, porque a comunidade deveria acompanhar com mais assiduidade os trabalhos desenvolvidos pela Câmara de Vereadores. Não, porque a opção de ouvir a transmissão pela Rádio Marconi é mais atrativa, já que, para falar bem a verdade, determinadas sessões do legislativo são difíceis de engolir.
Vê-se, claramente, o despreparo de alguns edis que ocupam as cadeiras de legisladores do município, por mais que se esforcem (ou não) para melhorar seu desempenho. Vê-se, claramente, noites de terça-feira transformadas em palco para discursos inseguros, sem argumentação convincente e sem a menor oratória.
A construção da nova sede do legislativo é um exemplo do afobado tratamento dispensado pelos vereadores. Assim que souberam do impedimento legal de ampliar a atual sede, foi realizada uma corrida para iniciar a obra da nova casa. Agora, eles ao menos conseguem se entender sobre a aprovação do projeto e da planta.
A inclusão do projeto no orçamento do município foi aprovada por unanimidade em sessão extraordinária no ano passado. Agora, a discussão da planta do projeto, sobre como seriam dispostas as salas e o plenário não vem à memória de todos os edis. Uns dizem que foi realizada uma reunião informal, outros que nunca tomaram conhecimento.
A construção realizada, querendo ou não, com dinheiro público está mais que atrasada. Legislativo e executivo esperam uma alegação por escrito da empresa. Contudo, o mais grave é a acusação do presidente Luiz Henrique Martins, de que a desaceleração teria fins políticos. Caso eleito presidente da casa em 2008, Omero de Bona, nos planos de executivo, iria cortar a faixa de inauguração. A única forma de saber é esperar pela conclusão da obra, se ainda esse ano, como diz o aditivo de mais 90 dias, ou apenas em 2008.

