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Tudo atravessado

mai 17th, 2007 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Editorial

Na novela do plantão das farmácias de Urussanga, muitos lados acabaram pisando na bola. A lei que institui o plantão foi mal redigida, como reconheceu seu autor Luiz Henrique Martins, presidente da Câmara de Vereadores. Uma simples troca de palavras: plantão por sobreaviso, teria evitado todo esse transtorno.
É evidente que faltou discutir mais o assunto, notadamente considerando se tratar de uma lei com grande repercussão e reflexos até mesmo nas finanças dos destinatários da norma, as farmácias. Além disso, a questão da segurança é ponto forte para o não cumprimento da lei. Mesmo com o rodízio, as farmácias precisariam manter as portas abertas madrugada a dentro, o que indiscutivelmente, considerando o efetivo da polícia militar de Urussanga, é um risco e tanto.
Para a bancada do governo, faltou iniciativa e harmonia com o Executivo. A lei foi aprovada por unanimidade na câmara, sem que nenhuma emenda fosse apresentada. Assim ficou difícil defender o veto do prefeito Luiz Carlos Zen que tomou a decisão após reunir-se com os farmacêuticos e perceber a inviabilidade do plantão.
O presidente da Câmara que esperava a compreensão dos vereadores para a aprovação do veto e, posterior modificação da redação do projeto de lei, não contou com o bom senso da oposição. Ela empurrou goela abaixo do Executivo uma lei inviável, certamente, uma atitude questionável.
Agora, o prefeito vai receber a derrubada de seu veto e chamar os interessados para uma nova reunião. Por enquanto, a comunidade é que sai perdendo e fica sem atendimento de sobreaviso nas farmácias do município. Mais uma vez a questão política predominando sobre os interesses sociais, neste caso Saúde Pública.

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